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31/08/2014

Doce de Macho: Doce de Banana com Limão, Pimenta e Açafrão

Cozinha: Vila Laura, Salvador - BA, República Federativa do Brasil
Doce de Banana com açafrão, pimenta e limão
Ôôôô o Macho Gourmet voltôôô!!!! Agora é definitivo. Voltei para ficar. E dou graças ao meu bom Deus por isso. Andava sem inspiração para a cozinha mas esses dias senti vontade de voltar a cozinhar e postar. Hoje, despretensiosamente, enquanto estava ali na cozinha lavando a louça... PLIM!!! A coisa voltou. :)

Olhei para a fruteira, vi umas bananas já passadas, com cara de que iriam para o lixo de hoje para amanhã. Mas contemplava também uma pia cheia de louças à minha frente e a irresistível vontade de me jogar no sofá e passar o resto da tarde do domingo de bobeira. É nessas horas que eu me pergunto por que cargas d'água as mães ensinam que não se joga comida fora pois tem gente passando fome por aí. Ah, senso de responsabilidade... às vezes eu te odeio!!! Vamos então fazer o que se faz com fruta prestes a ir para o lixo. Vamos transformar em doce. 

Fazer doce ou geleia com frutas não tem qualquer mistério. Até o mais ogro dos ogros na cozinha consegue. É só juntar açúcar, um pouco de água (se precisar) e pronto. Mas, confesso meu pecado, eu tenho certa resistência a deixar as coisas muito simples. Tenho sempre que dar uma incrementada, mesmo que seja mínima. E para não perder o costume (e fomentar o meu pecado), foi isso que fiz. Anote então a receita "básica" do meu doce de banana extra-plus-quase-advanced sabor limão. HÃÃ?!?!?! Isso mesmo, você não leu errado.

|| Ingredientes:

Bananas maduras (a quantidade depende de quanto doce você quer)
Água suficiente para quase cobrir as bananas
Pimenta do reino branca
Açafrão*
Raspas de limão
Açúcar

|| Como fazer: 

Descasque e corte as bananas em rodelas, colocando em uma panela. Eu, sinceramente, te recomendo uma panela de fundo esmaltado, cerâmico ou antiaderente. Te poupará trabalho na hora de limpar. Coloque água suficiente para quase cobrir a banana e leve ao fogo alto. Salpique um pouco de pimenta do reino branca, açafrão (eu prefiro os pistilos, mas pode ser em pó também) e deixe começar a ferver. Enquanto isso, rale a casca de um limão e reserve. 

Quando a água estiver começando a ferver, adicione as raspas do limão e abaixe o fogo. Vá juntando o açúcar aos poucos e misture bem. Lembre-se que quanto mais açúcar você misturar, mais caramelado será o doce e, mais sujeito a endurecimento quando esfriar. Deixe cozinhar em fogo baixo, mexendo de vez em quando, até formar uma calda encorpada. 

Se ao mexer, a calda se desprende do fundo da panela, pronto! Seu doce já está no ponto. Transfira para uma vasilha de vidro ou porcelana ainda quente (será mais prático do que depois de esfriar), espere esfriar e mantenha na geladeira. 

Este doce dura (se durar) até 1 mês sem precisar de conservantes e você pode sempre matar aquela vontade de doce com algo que você sabe se seguiu as boas práticas de higiene que tanto se prega em cursos de culinária e afins. 



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* O açafrão nada mais é que os pistilos da flor Crocus sativus. Já foi uma das especiarias mais caras do mundo, devido ao enorme trabalho que se tem para consegui-lo. É preciso colher manualmente as flores, arrancar os pistilos e coloca-los para secar. Pode parecer simples, mas para que você tenha uma idéia, para se conseguir 1 kg de açafrão, são necessárias cerca de 150.000 flores. 

03/12/2013

Fêmea Gourmet: Naked Cake de Damascos

Cozinha: Vila Laura, Salvador - BA, República Federativa do Brasil
Naked Cake de Damascos
Hoje vou abrir uma exceção. Não vou me dirigir aos meus fieis seguidores machos que apreciam uma boa comida para ogros. O dia hoje é das meninas, ou como carinhosamente costumo chamar, dos não-machos.

Tenho que reconhecer que sou um sujeito sortudo por ter conhecido uma fêmea-quase-gourmet (é que ela prefere comida de ogro. hehehe). Ela vem tentando aprimorar os dotes culinários e, vez por outra, me aparece com uma surpresa. Eis que ontem eu recebo uma mensagem de "me diz o que fazer com o resto do chantilly e tu ganha café hoje". Opa! Como assim "resto do chantilly"? Resto significa que algo já tinha rolado. Vai aí uma confissão de não-macho: Fiquei curioso! Sim, meninas... me cocei todo pra saber o que tava rolando, mas não tive que esperar muito pra descobrir essa delícia aí da foto, inspirada nesta receita da Tatiana, do Panelaterapia.

Todos que leem este blog há algum tempo sabem que eu abro o forno pro bolo solar. Já confessei esse meu "pecado" e não tenho nem nunca terei qualquer arrependimento dele. Podem me condenar!!! Não suporto "bolo de noiva", bolos fofinhos, ou qualquer derivação do tipo. Mas... tive que dar meu braço a torcer pra esse naked-cake/bolo/torta/sei-lá-o-que que ela fez. Tanto que fui obrigado a cometer o pecado da gula ("arrependidíssimo".... vocês nem imaginam o quanto!!!) umas duas ou três vezes. Mas vamos deixar de prosa e anote aí o que você vai precisar pra repetir a receita da minha linda e adorável Fêmea Gourmet.

|| Ingredientes:

01 embalagem de bolo pronto de limão
01 caixa de chantilly pronto para bater
01 pacote de damascos
Raspas de limão
Suco de 2 limões
100 ml de água
02 colheres de sopa de açúcar
2 cravos

|| Como fazer:

Bata o bolo conforme indicado na embalagem e junte as raspas de limão. Enquanto o bolo está no forno, faça uma calda com o suco do limão, os cravos, a água e o açúcar. E prepare o chantilly como indicado na embalagem. Depois de pronto, esfarele o bolo e forre o fundo de uma forma de fundo falso, pressionando e compactando bem. Umedeça o bolo com parte da calda. Faça uma camada de chantilly e coloque os damascos picados. Coloque mais uma camada de bolo esfarelado (dessa vez, cuidado para não apertar demais), mais chantilly e mais damascos. Repita isto até a altura da forma, finalizando com chantilly e damascos. Cubra com um filme plástico e leve para a geladeira por pelo menos 2 horas. 

Pronto! Seu Naked Cake (ô nome fresco!!!) está pronto. Agora é aguardar as visitas ou devorar ele inteiro naquela sua crise de TPM. :)




02/07/2013

Macho Junino: Petisco de Beiju

Cozinha: Vila Laura, Salvador - BA, República Federativa do Brasil
Beiju com Queijo Parmesão
Olá amigos machos e não-machos (para quem chega agora, a saber, também conhecidos como mulheres). Quem é vivo sempre aparece, não é mesmo? Eu já estava com saudades de vocês e dos comentários aqui no blog e na fan page, mas a vida andou um tanto quanto atribulada nos últimos meses. Agora que as coisas normalizaram (e melhoraram), vocês terão que me aguentar novamente. :)

Devo admitir que apesar de gostar muito dos festejos juninos (ok, os festejos não me interessam, mas as comidas, sim!) minha veia culinária regional para comidas desta época é uma negação. Salvo um ou outro prato simples, não me arrisco na cozinha se não tiver orientação de alguém que de fato curta este lado da culinária. No entanto, na semana passada, fui apresentado a uma coisa simples, com um ingrediente tipicamente nordestino (que eu confesso não gostar mas... enfim...), e que cai bem em qualquer ocasião.

Escolha o nome, tapioca ou beiju, de acordo com a região onde você vive. Mas vai ser sempre a mesma coisa: uma iguaria indígena e brasileira, feita à base de fécula extraída da mandioca que, ao ser espalhada em uma chapa ou frigideira aquecida, vira um tipo de panqueca ou crepe seco. O recheio pode ser o que você desejar, sendo o mais tradicional feito com coco e queijo.

Mas calma, não sou tão alienígena assim. O beiju eu já conhecia. E como disse, nunca gostei. Tá!!... Eu sei...  Isso é frescura porque macho que é macho come até pedra. Mas não suporto comida (seja ela qual for) seca. Pra mim, comida tem que ter caldo ou ser úmida. Ajudando Lua, das Meninas Amarelinhas, a fazer alguns pratos para levar para a casa de Rosana (a outra menina amarela), ela insistiu que eu experimentasse algo que tinha feito: um petisco simples, prático, rápido e apesar de como exposto acima, não estar no meu gosto, saboroso, usando esse ingrediente. Então anote aí a forma "complexa" de fazer.

|| Ingredientes:

01 pacote de beiju pronto
Manteiga
Queijo parmesão ralado

|| Como fazer:

O beiju pode ser comprado na padaria perto da sua casa ou no mercado. Geralmente vem em formato de discos com cerca de 5 cm de diâmetro ou de pequenas "barcas". Mas se você estiver encarando o seu lado Amélia nesse dia, se aplique e vá fazer do zero. Porque eu, sou a favor da praticidade.

Escolha o que desejar, esqueça o seu lado mão-de-vaca nessa hora e unte com muita, mas muita manteiga mesmo!!! Arrume o beiju numa assadeira, com a parte que está com a manteiga voltada pra cima, e salpique o queijo parmesão. Se você tiver o parmesão inteiro, e ralar em casa, ficará ainda mais gostoso. Se não tiver, vai aquele de saquinho mesmo. Leve ao forno pré-aquecido por uns 10 ou 15 minutos, ou até que o queijo esteja com aquele aspecto de gratinado. Retire do forno, deixe esfriar, e se esbalde comendo puro ou acompanhando a sua bebida preferida.

Eu ainda pretendo fazer umas "alterações gourmet" nessa receita, como adicionar um pedaço de "mofinho" (gorgonzola) esfarelado, mas depois conto o resultado. Esta "receita pronta" é pra estrear a minha volta. Agora que tenho meus finais de semana livres, e tenho tempo de criar coisas mais elaboradas, prometo mais receitas de macho nos próximos posts. Então, até lá!



21/11/2012

Tempero de Macho: Sal Temperado

Amigo Macho. Você, como um bom apreciador de churrascos, sabe que carne sem sal é igual a cerveja natural, ou seja, a gente até engole, mas faz uma força enorme pra isso. Por essas e outras, esse elemento que por vezes é considerado o vilão para a saúde mas, ao mesmo tempo é indispensável para ela, merece um post especial aqui no Macho Gourmet. 

Eu queria saber quem foi o gênio que disse que o sal tem que ser apenas salgado. Talvez você não saiba, mas além de salgado ele pode ser cítrico, picante, frutado e, até, levemente adocicado. Para isso, basta que misturemos alguns ingredientes a ele. Ontem, catando uma receita para fazer aqui, após uma semana sem postar e, uma pergunta incisiva bem próxima de "Túlio!!! Cadê a atualização do blog?!?!", eu e lembrei dessa dica simples mas muito legal, que você pode aproveitar em muitos pratos.

|| Ingredientes:

Sal marinho (grosso)
Gengibre
Raspas de casca de limão

|| Como fazer:

Em um pilão, coloque cerca de 400g do sal. Raspe a casca de dois limões, um pedaço de gengibre e pile até que o sal fique fino. Como meu pilão é de madeira e não estava resolvendo, eu trapaceei. Coloquei no processador. :) Peneire o sal e, se estiver muito úmido, leve ao forno por cerca de 1 minuto para secar. Guarde em um pote bem tapado e utilize quando desejar. Esse sal pode durar até 3 meses. 

A combinação do gengibre e limão é ideal para o tempero de frutos do mar. Mas você pode criar o seu sal preferido. Teste com casca de laranja, alecrim, e quaisquer outros temperos. 



09/11/2012

Macho Apimentado: Antepasto de Pimentões

Cozinha: R. Cap. Melo, 22-336 - Stella Maris, Salvador - BA, 41600-610, Brasil
Antepasto de Pimentões
Como eu já disse anteriormente, macho que é macho come mesmo é pimenta! E daquelas bem ardidas. Mas eu, de fato, não lembro quando ou como aprendi a gostar de pimentão... só sei que gosto. E ontem, ao abrir a geladeira, me deparo com vários deles, em todas as cores, que estavam quase indo para o lixo de tanto tempo que já estavam ali. Abri a despensa para pensar (sim, eu faço isso, acredite) e quebrei a cabeça durante um tempo, juntando mentalmente os ingredientes que ali estavam, tentando formular alguma receita que aproveitasse os pimentões. Foi então que lembrei de um post da Adri, lá do Casa, Coisas e Sabores, que eu vi tempos atrás. É menina, tu me salvou nessa... e aos meus pimentões também.

Esse antepasto de pimentões segue o mesmo estilo da Caponata que eu já publiquei aqui no blog. A única diferença é que eu não coloco as berinjelas e, deixo os pimentões cortados em tiras. No resto, é tudo igual. Essa receita rende um potinho pequeno, apropriado para receber algum amigo. Se quiser mais, basta aumentar a quantidade. Anote então o que você vai precisar. 

|| Ingredientes:

01 pimentão vermelho
01 pimentão amarelo
01 pimentão verde (grande)
01 cenoura média
01 cebola grande
02 dentes de alho
Azeite de Oliva extra-virgem
Temperos secos (os que desejar)
Sal

|| Como fazer: 



O ideal é que você prepare todos os ingredientes antes, então, corte os pimentões em tiras e pique o alho e a cebola. Já a cenoura deverá ser cortada em cubinhos bem pequenos. Em uma panela coloque o azeite para esquentar e deixe ali por um tempo até que fique bem quente. Não se preocupe, o azeite só altera suas propriedades quando chega a 200º. Quando sentir que está numa boa temperatura, adicione o alho e mexa para que frite bem. Deixe o alho queimar um pouco pois isso dará um sabor amargo e defumado ao seu antepasto. Adicione a cebola e mexa até que ela fique translúcida. Junte a cenoura e, só então, salpique um pouco de sal e os temperos secos. Nesse ponto, o sal ajudará a desidratar a cenoura e ela fritará mais rapidamente no azeite. Quando a cenoura estiver macia, junte as tiras de pimentão e tenha muita paciência, pois elas vão demorar até ficarem macias. Corrija o sal, e deixe a panela ao fogo mexendo de vez em quando para que os pimentões que estão em cima recebam mais calor e fiquem moles. Quando chegarem neste ponto, apague o fogo, deixe esfriar e transfira para um tigela ou recipiente com tampa. Regue com mais azeite e pronto. Sirva com torradas ou pão italiano.


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Dica I: Para melhorar o sabor do pimentão, sugiro que descarte a pele e a parte branca interna. Para o primeiro passo, espete o pimentão em um garfo e queime ele diretamente na chama do fogão. Quando a casca estiver preta, coloque sob água corrente e esfregue. A pele sairá completamente. Isso tb ajuda a liberar os açúcares e deixar um gosto mais adocicado. Já para tirar a parte branca, corte o pimentão ao meio, deite a faca sobre uma das extremidades na parte interna e passe no sentido do comprimento, como se estivesse alisando o pimentão. 

Dica II: Se for um pimentão muito grande, depois de cortar em tiras, corte as tiras ao meio. Lembre-se que isso será servido em torradas. Não é muito legal ter tiras gigantes pendendo da sua torrada. :)



04/10/2012

Macho no Improviso: Cebola Caramelada com Beterraba

Cozinha: R. Cap. Melo, 22-336 - Stella Maris, Salvador - BA, 41600-610, Brasil
Cebola Caramelada em Calda de Beterraba
Gosto por beterraba é igual a helicóptero: cada um tem o seu. Uns amam, uns odeiam e uns comem porque, como diria vovó, faz bem pros olhos. Eu cresci comendo beterraba e não faço parte da ala fresca que diz que ela tem gosto de terra. Justamente por isso, dia desses comprei algumas beterrabas para fazer uma receita que, ontem, acabou virando outra. 

A minha intenção no começo era fazer um molho para saladas. Fiz a preparação inicial mas, como não comprei o restante dos ingredientes, acabei esquecendo elas lá no fundo da geladeira. Já estavam quase virando xarope para tosse quando, vendo uma outra receita aqui na internet, eu lembrei das pobrezinhas e resolvi dar uma incrementada.

Beterraba é fonte de vitaminas A, C e do complexo B, além de potássio, sódio, fósforo, cálcio, zinco, ferro e manganês. Por ter um elevado número de sais, açúcares e minerais é largamente utilizado na medicina natural. As folhas da beterraba, por exemplo, possuem mais ferro do que o próprio vegetal e, seu consumo é indicado para amenizar e prevenir a anemia, melhorar o sistema digestivo e tratar distúrbios do fígado e do baço. Além disso ajuda a controlar a oxidação das paredes das artérias, já que possui flavonoides e carotenoides, prevenindo assim problemas do coração. Por possuir pectina também auxilia nos casos de prisão de ventre.

Como também tem função expectorante, desde criança, na falta de xarope em casa, sempre usei essa mistura simples, que é a base da receita de hoje. Anote o que você vai precisar.

|| Ingredientes:

02 beterrabas grandes
02 cebolas grandes
Queijo (o que lhe agradar)
Açúcar
Sal
Páprica picante
Azeite extra-virgem

|| Como fazer:

A preparação da receita começará no dia anterior então, nem se apresse. Corte as beterrabas em rodelas de espessura média e reserve. Em uma vasilha, faça camadas de açúcar e rodelas de beterraba, terminando com o açúcar. Leve a vasilha à geladeira bem tapada. Caso você tenha problemas de memória como eu e acabe esquecendo elas no fundo da geladeira, não se preocupe. Essa mistura simples resiste por até dois meses sob refrigeração e servirá como xarope para tosse. :o)  No dia seguinte, haverá uma calda formada. 

Separe as beterrabas da calda. Corte as cebolas em meia lua e leve-as ao fogo em uma panela ou frigideira com fundo antiaderente regada com um fio de azeite. Adicione um pouco de sal, a páprica picante e deixe fritar, mexendo de vez em quando pra não queimar, até que a cebola fique translúcida. Quando notar que ela está começando a queimar, adicione duas colheres de sopa da calda da beterraba e caramele as cebolas nela. 

Em um prato de sobremesa, adicione um rodela da beterraba que foi usada para fazer a calda, uma fatia do queijo que você escolheu (confesso que "fresquei" nesse ponto e usei um cortador circular pra ficar bonitinho na foto) e, por cima, a cebola caramelada ainda quente. Pronto! Uma entradinha simples e gostosa, com sabor agridoce. 

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Nota:  Apesar de não ter testado, pois meu forno anda com problemas, creio que uma boa alternativa seria assar as rodelas de beterraba enquanto faz a cebola e, no lugar do sal, pode-se usar um pouco de shoyu. Como disse, não experimentei, mas se quiser se arriscar...



15/08/2012

In Memoriam: Julia Child e Coq au Vin

Coq au Vin
Hoje completaria 100 anos a culinarista norte-americana Julia Carolyn McWilliams, mais conhecida como Julia Child ou, como eu costumo chamar, a "Ofélia dos gringos". 

Se você é mais um dos que acham que vida de blogueiro é só glamour e pratos requintados, precisa assistir ao filme Julie & Julia, comédia de Nora Ephron lançada em 2009 baseado no livro autobiográfico My Life in France e  Julie & Julia: 365 Days, 524 Recipes, 1 Tiny Apartment Kitchen. O filme, que se passa em duas épocas diferentes, retrata um pouco do que é conciliar a sua vida normal e a de blogueiro, além de contar a história dessa mulher que levou a culinária francesa para a TV americana. Julia Child (interpretada por Meryl Streep) é uma americana que, por conta do trabalho de seu marido passa a morar em Paris. Sem ter muito o que fazer na cidade se inscreve em uma das mais tradicionais escolas de culinária da França, a Le Cordon Bleu e, começa a se interessar pelo assunto. Em sua volta à América passa a apresentar um programa de TV onde mostra o que aprendeu na cozinha francesa. Cinquenta anos depois a americana Julie Powell (Amy Adams), frustrada com a vida que leva e prestes a completar 30 anos, se propõe um desafio: cozinhar, em um ano, todas as 524 receitas do livro Mastering the Art of French Cooking escrito por Julia e postar isso em seu blog. O resultado? O que todo bom blogueiro deste tema já conhece. Assista e descubra o que está por trás do texto divertido e da foto de um delicioso prato (que foi comido frio e, muitas vezes insosso, pois antes teve que ser fotografado dezenas de vezes, em várias posições, até achar aquela posição e luz que torna a foto perfeita e que você, leitor, diz "Nossa!!! Que lindo!")

E para comemorar o Centenário de Nascimento de Julia Child, hoje serviremos um dos "seus" mais conhecidos pratos, o Coq au Vin ou, em bom português, Galo (Frango) ao Vinho.

Segundo a lenda, esta típica receita francesa surgiu por volta do ano 50 a.C., em Auvergne, nas imediações de Clermont-Ferrand. Conta a lenda que os gauleses, cercados no desfiladeiro de Puy-de-Dôme por Caio Júlio César, Cônsul que governava a Gália e Ilíria àquela época, enviaram a ele um galo de briga como símbolo da sua rendição. A resposta de Júlio Caesar foi o convite feito a Vercingetórix, chefe gaulês, para um jantar onde foi servido o galo cozido no vinho. Mas isso é só lenda. A história de fato conta uma versão muito menos romanceada, mais cruel e apropriada para machos de verdade lerem. No entanto, o que importa mesmo é que a receita está aqui hoje para a apreciação de todos nós, podendo também ser feita com vinho branco, graças à influencia Alemã na região da Alsácia ou, até mesmo, com Champagne. A função do vinho neste prato é a de amaciar a carne da ave que, tradicionalmente, era um galo reprodutor em idade avançada e, portanto, com carne mais dura.

Agora que você já conheceu um pouquinho da lenda em torno do prato, vamos ao que interessa: o seu preparo.

|| Ingredientes:

1kg de coxa e sobrecoxa de frango sem pele
150g de bacon ou toucinho
3 dentes de alho
1 cebola média
1 cenoura média
1 alho poró fatiado
750ml de vinho tinto seco
2 colheres de sobremesa de manteiga
2 colheres de sopa de farinha de trigo
200ml de água
200g de champignons cortados ao meio
50g de amêndoas ou castanha de caju
Azeite de Oliva
Cebolinha
Sal
Pimenta do reino
Alecrim
Louro

|| Como fazer: 

Alguns preferem fazer a vinha d'alhos separada e, depois, colocar o frango nela. Eu sou adepto do menos trabalhoso e, por isso, mais prático possível. Então, em um recipiente ou saco plástico misture o frango sem a pele, os dentes de alho, a cebola, a cenoura, o alho poró, sal, alecrim, o louro, a pimenta do reino e 750ml de vinho. Deixe marinando na prateleira mais baixa do seu refrigerador por cerca de 12 horas. Após isso, separe o frango, os vegetais e o vinho da marinada utilizando uma peneira para isso. 

Em uma panela bem quente, adicione a manteiga, o azeite e o bacon ou toucinho em cubos e frite. Quando estiver frito, reserve. Frite os pedaços de frango aos poucos nesta gordura até que a carne fique dourada e reserve. Adicione os vegetais da marinada, polvilhe a farinha de trigo e refogue por alguns minutos. Em seguida, adicione o vinho utilizado na marinada e deixe começar a esquentar. Volte o frango para a panela junto com estes ingredientes, adicione a água e deixe cozinhar por cerca de 45 minutos após levantar fervura, em fogo baixo, com a panela semi-tampada. Passados os 45 minutos, adicione os champignons e deixe cozinhar por mais 15 minutos sem a tampa.    

Sirva polvilhado com pedaços de castanha ou amêndoas em lascas, o bacon ou toucinho fritos que você reservou, cebolinha picada e acompanhado de um mix de folhas, batatas gratinadas ou arroz. Utilize uma outra garrafa do mesmo vinho para acompanhar o prato.



31/07/2012

Macho metido a besta: Risotto de Calabresa e Gorgonzola

Cozinha: R. Cap. Melo, 22-336 - Stella Maris, Salvador - BA, 41600-610, Brasil
Risotto de Calabresa e Gorgonzola
Ando vivendo momentos de pouca ou quase nenhuma inspiração para a cozinha e, por conta disso, os posts rarearam. Mas como vocês não vieram até aqui para saber dos meus problemas, deixo eles para que meu terapeuta e Freud expliquem... ou não. Hoje, após uns bons meses sem saber o que fazer para postar aqui, uma pequena luz se acendeu enquanto pensava no que fazer para o almoço. 

Abri a geladeira para pensar (sim, eu faço isso de vez em quando mas, só quando já pensei na despensa e nada resolvi) e olhei de cima a baixo: carne congelada, um pedaço perdido de gorgonzola com data de validade suspeita, calabresa, um pote esquecido no fundo da geladeira com um ser "vivo" não identificado dentro que deve ser alguma mutação pós-mofo e, umas cebolas já brotando e pedindo pra ir pra terra. É... o de costume. Mas como eu tinha a escolha de encarar isso ou um pacote de biscoito cream-cracker com requeijão pra almoçar, lembrei que na despensa ainda tinha um pouco de arbóreo e encarei um risotto basicão. 

Após ler a lista de ingredientes, algum purista certamente vai me crucificar. Mas eu de fato não estou me importando com isso já que o importante mesmo é que fique gostoso no final. Vale ressaltar também que, normalmente, usa-se caldo de legumes para cozinhar o arroz. Mas como eu não tinha e, estava com pressa, usei um atalho improvisando com um pouquinho de "amor" (para bom entendedor, me pa ba) para "dar cor e sabor" ao risotto. O preparo do risotto segue o básico desse prato. Se você já tem costume de fazer, não sentirá dificuldade. Se nunca fez ou nem sabe o que é risotto, basta seguir a receita que tudo ficará bem. Então, vamos lá e anote o que vai precisar.

|| Ingredientes:

1/2 xícara de arroz (eu usei o arbóreo)
1/2 calabresa cortada em pedaços
1/2 cebola média
1/2 copo (americano) de cachaça
Tempero seco pronto
Azeite de Oliva
Queijo parmesão ralado
Queijo gorgonzola
Manteiga
Água

|| Como fazer:

Corte a calabresa e pique a cebola. Frite a calabresa e reserve. Se ela for do tipo gordurosa e, soltar essa gordura durante a fritura, não jogue a gordura fora. Vamos utilizá-la. Se não soltar, adicione uma colher de sopa de azeite para ajudar. Enquanto a calabresa frita, esquente a água em uma chaleira ou outra panela qualquer. Com a água quente e a calabresa frita, vamos ao preparo do arroz.  

Em uma panela, adicione a gordura da fritura da calabresa e a cebola. Refogue a cebola nessa gordura. Se precisar, adicione um pouco mais de azeite. Adicione o arroz e refogue junto com a cebola por cerca de um ou dois minutos. Neste tempo, junte a cachaça ao arroz. Aqui vale uma pausa, pois muitos vão se perguntar "mas não é vinho que coloca?". Na verdade pode ser qualquer bebida alcoólica, desde que combine com os ingredientes. A função do álcool é abrir os poros do arroz para que ele libere o amido contido em seu interior e dê a cremosidade característica do risotto. Eu tinha cachaça e rum aqui. Como o rum é mais doce, preferi a cachaça.

Voltando da pausa... não pare de mexer o risotto para que não grude no fundo da panela. Quando sentir que o amido foi liberado (você verá um pouco de líquido espesso no fundo da panela e o arroz com cara de empapado) pode adicionar um pouco da água que você ferveu (o equivalente a uma concha). Mexa bem, adicione um pouco de "amor" ao que está fazendo e siga o cozimento desta maneira, sempre adicionando um pouco da água quando notar que o arroz absorveu a água que você colocou antes e, mexendo para evitar que grude. 

O tempo de cozimento do risotto é de cerca de 20 minutos, mas isso varia de fogão para fogão e da panela que você está utilizando. Como as daqui tem fundo de cobre, em 15 minutos está pronto. Para saber se está pronto, mastigue um grão do arroz com os dentes da frente. Ele tem que estar macio por fora e levemente duro por dentro. Neste ponto, certifique-se de que não existe muita água no arroz e que ele está com aparência cremosa, apague o fogo e adicione a calabresa frita, os queijos parmesão e gorgonzola a vontade e, uma colher de manteiga. Misture e abafe com uma tampa por uns 3 ou 5 minutos. Pronto!

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Nota I: Não utilizei sal pois o parmesão, a calabresa e o gorgonzola já são salgados. Mas se desejar ou se achar que está sem sal, adicione uma pitada.

Nota II: Gente, como a questão surgiu, vou explicar. Para bom entendedor MEia PAlavra BAsta. :o) E o "amor" ao qual me refiro... bem... basta lembrar das publicidades antigas. Aquele tempero seco, em saquinho, que eu não vou falar o nome por razões óbvias mas que vocês já devem ter sacado.


08/06/2012

Macho Picante: Dia dos Namorados à Italiana

Cozinha: Salvador - BA, Brasil
"Franceses são gourmet, Italianos são gourmand"
Dia dos Namorados é coisa de mulher. Vá por mim amigo macho. Certamente foi criado por alguma mulher que precisava daquela bolsa Louis Vuitton para fazer inveja às amigas mas, estava sem cara de pedir ao marido depois de ter estourado o cartão de crédito do coitado na sua última visita ao shopping. No entanto, mesmo tendo certeza deste fato, eu ainda tenho sentimentos e sei que Dia dos Namorados é todo dia. É aquele dia em que você acorda e resolve fazer algo especial para quem você gosta. Não precisa ter data fixa.

Resolvi sair da mesmice da combinação chocolate/frutas exóticas/flores e criar uma coisinha mais apimentada (não, isto não é uma ironia) para aquecer a sua paixão. O Spaghetti alla Matriciana é uma massa apimentada que cai muito bem com um tinto bem encorpado. Se a combinação vinho e pimenta não esquentarem a sua noite (mesmo que seja para te fazer derreter de calor) eu me demito do cargo de conselheiro gourmet sentimental. Então, vamos ao que interessa. Esta receita é para dois. Anote o que você vai precisar.

|| Ingredientes: 

200g de spaghetti (cerca de 100g por pessoa)
04 dentes de alho grandes
100 g de bacon
01 cebola média ralada
01 tomate grande picado em cubos
01 lata de tomate pelado (opcional)
Molho de tomate tradicional
Sal
Manjericão fresco
Pimenta Calabresa
01 pitada de açúcar

|| Como fazer:

Os italianos começam a preparar as massas pelo mais importante: o molho. Então, é por ele que vamos começar e saiba que você vai dispensar um tempo considerável em sua preparação. Nada de pressa. A massa propriamente dita vem no final, quando tudo já está quase pronto. Deixe todos os ingredientes para o molho já cortados e à disposição: retire o couro do bacon e pique em cubos pequenos, fatie o alho em lâminas grossas, rale a cebola e pique o tomate em cubos (se possível, sem a pele). Em uma panela grande, coloque o bacon e frite até que a gordura derreta. É a gordura do bacon que dará sabor ao molho. Retire o bacon e frite o alho nesta gordura. Quando o alho estiver frito (mas não queimado) retire o alho e retorne o bacon para a panela. Se houver muita gordura, retire um pouco e complete com o Azeite de Oliva.

Adicione a cebola ralada e misture bem deixando fritar por alguns minutos mexendo sempre. Acrescente o tomate e mexa bem até que comece a desmanchar. Junte o tomate pelado, o molho de tomate e o sal. Coloque uma pitada de açúcar para quebrar a acidez do molho e corrija o sal se precisar, deixando cozinhar em fogo baixo para engrossar o molho enquanto você começa a providenciar a massa. Durante o cozimento, adicione a pimenta calabresa (a gosto). O manjericão, adicione bem próximo ao final. Mantenha a panela em fogo baixo, mexendo de vez em quando para não grudar no fundo, enquanto prepara a massa.

Apesar da massa ser feita por último, é importante lembrar que a água demora a ferver. Nunca cozinhe a massa em água morna. Ela tem que estar borbulhando. Quando isto acontecer, adicione o sal e, pelo amor de Deus, nunca adicione óleo à água como muitos tem mania de fazer. Um spaghetti de grano duro leva entre 7 e 8 minutos para ficar pronto. Nós usaremos metade do tempo, pois queremos ele pouco antes de ficar al dente. Na dúvida, retire um fio e experimente. Ele tem que estar esbranquiçado por dentro e cozido por fora. Quando estiver assim, escorra e transfira para uma vasilha ou travessa. Apague o fogo do molho e adicione à massa, misturando bem. É o calor do molho, junto com o da massa ainda quente, que terminará o cozimento. Sirva ainda quente, acompanhado de um bom tinto e o resto do calor fica por sua conta.

Veja outras idéias para o seu Dia dos Namorados aqui:

Fica, vai ter sobremesa! | Creme de Chocolate e Cottage
Cozinha em Cena | Crème Brulée
Culinarístico | Trufa de cacau para chocolate quente
Cucina Artusiana | Risoto com Abóbora
Cozinha Perfumada | Salada de abobrinha, cenoura e queijo feta
Comideria | Creme de mandioquinha no pão italiano


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Nota: Na verdade, a matriciana não é uma massa muito apimentada. Pode, inclusive, ir sem a pimenta. O toque apimentado fica por conta de quem faz (ok! eu tenho problemas e gosto de coisas apimentadas pois, como diz meu amigo Rodrigo Sestrem, "Tudo que é médio rima com tédio"). Os italianos usam o peperoccino, um tipo de pimenta parecido com a dedo de moça, mas não muito picante. Como aqui não temos esta pimenta e somos mais "quentes" substituímos pela calabresa.

Este post teve a colaboração da minha amigona/irmã Tatiana Selene Morgana Nefher, menina com problemas de múltipla personalidade mas que eu amo muito e sempre tem um tempinho pra me ouvir ou compartilhar uma gastação.



13/05/2012

Macho da Mamãe: Risotto

Cozinha: R. Nílson Costa, 413-495 - Vila Laura, Salvador - BA, 40270-550, Brasil
Risotto de Tomate Seco e Pepperoni
Risotto: ame-o ou deixe-o. Eu amo! E hoje para o almoço do Dia das Mães foi o que rolou aqui, junto com umas batatinhas que eu costumo fazer. Carboidrato puro! Ainda bem que sou macho e macho não liga pra essas frescuras de ficar contando caloria. Segundo a opinião pública, ficou muito bom. Mas como opinião de santo de casa é sempre suspeita, prefiro deixar a receita aqui para que vocês façam, experimentem e deem a sua opinião. Anotem o que vão precisar. Fiz para um batalhão, então aqui vou reduzir a receita para servir 4 pessoas. 

|| Ingredientes:

02 xícaras de arroz arbóreo (se quiser, pode usar o comum)
01 colher de sopa de manteiga
01 taça de vinho branco
01 cebola média picada
01 litro de água
01 tablete de caldo de legumes
01 pacote de queijo parmesão ralado (eu prefiro usar o parmesão ralado na hora)
100g de tomate seco cortado em tiras (aproximadamente ou a gosto)
50g de pepperoni cortado em tiras (aproximadamente ou a gosto)

|| Como fazer:

Ferva a água e adicione o caldo de legumes. Enquanto a água esquenta, em uma panela à parte, coloque a manteiga e doure a cebola até que fique transparente. Adicione o arroz e refogue por cerca de 2 minutos. Acrescente o vinho e espere evaporar o álcool. Vá juntando conchas do caldo de legumes, mexendo sempre. Quando o caldo começar a secar, adicione mais. Cozinhe o arroz desta maneira até que fique cozido mas, ainda firme. Quando chegar a este ponto, apague o fogo, adicione o pepperoni, o tomate seco e misture bem. Adicione o parmesão ralado, misture e tampe a panela. Deixe abafado por cerca de 5 minutos para que o calor termine o cozimento do arroz e os sabores se misturem melhor. Sirva ainda quente. 



14/02/2012

Macho in Love: Panna Cotta de Chocolate

Cozinha: R. Cap. Melo, 22-336 - Stella Maris, Salvador - BA, 41600-610, Brasil
Panna Cotta de Chocolate com Calda de Café e Rum
Coração de macho não bate, dá porrada! Mas hoje vou dar um desconto porque as meninas... espera... macho não anda com "as meninas". Os meus amigos não-machos... é... assim fica melhor! Enfim... elas me pediram pra escrever um post falando sobre esse tal Valentine's Day. Como se já não bastasse o dia dos namorados brasileiro, ainda me inventam de importar mais um lá "dos estrangeiro". Coisas de mulher, né? Tinha que ser! No mínimo querem ganhar presente extra. Mas como gosto muito delas, principalmente de uma que é "curintiana" e arrota que nem macho, embarquei na idéia.

07/02/2012

Macho Chicano: Tortilla

Cozinha: R. Cap. Melo, 21-335 - Stella Maris, Salvador - BA, 41600-610, Brasil
A foto não é a mais "primorosa" que já fiz, mas diante
do desespero da fome ela está linda. :)
Hoje foi um daqueles dias em que meu Macho Preguiçoso Interno me lembrou que adiou a ida ao mercado para amanhã. E eu ali, morto de fome e, sem nada rápido à disposição na despensa para preparar o rango. Ainda havia o que se aproveitar nela, não estava entregue às moscas, mas nada que eu pudesse preparar de forma a não cometer uma autofagia nos próximos 30 minutos. Foi então que notei ali, no cantinho, escondido entre o feijão e o saco de rosquinhas, um pacote de fubá. 

01/02/2012

Macho Formiga: Goiabada Gelada

Cozinha: R. Cap. Melo, 21-335 - Stella Maris, Salvador - BA, 41600-610, Brasil
Goiabada Gelada e Cubinhos de Goiabada
Caros amigos, estou num trabalho novo e, por isso, ando sumido. Mas nem por isso devo abandonar vocês à própria sorte, não é mesmo? Se eu não ensinar estes machos a cozinhar, quem o fará? Mas como não estou mesmo com tempo de elaborar nada, hoje vou  ensinar uma receitinha de sobremesa rápida para aqueles dias que a sua mãe avisa, já no finalzinho da manhã "filhinho... tô indo pra tua casa almoçar com você, viu?" e a sua despensa está entregue às aranhas e outros insetos que porventura resolveram participar do programa "Minha Despensa, Minha Vida".

Quando eu era pequeno e o meu lado formiga gritava comigo desesperado por um pouco de açúcar, era para essa receita que eu recorria. Este doce você já conhece. Talvez só nunca tenha experimentado fazê-lo assim. Anote o que você vai precisar. 

|| Ingredientes:

01 lata (Lata? Ainda se usa isso?) de goiabada 
02 caixas de creme de leite

|| Como fazer:

Bata tudo no liquidificador ou processador, transfira para taças de sobremesa individuais ou para uma compoteira e, leve ao freezer ou congelador. Você vai precisar de pelo menos 2 horas de refrigeração para que ele ganhe consistência e fique firme, como um sorvete.

Simples, básico, rápido e gostoso. Eu usei duas caixas de creme de leite. Bata e experimente. Se ficar muito doce e ver que ainda precisa de mais, adicione mais outra caixa ou o quanto baste para que não fique enjoado.  Uma outra dica, também, é substituir uma das caixas de creme de leite por um pote de requeijão cremoso.


11/01/2012

Sabor de Infância: Banana Real

Cozinha: R. Cap. Melo, 21-335 - Stella Maris, Salvador - BA, 41600-610, Brasil
Eu, na escadaria ao lado da casa de minha avó. Visite os
outros blogs e descubra quem é quem  nas fotos
do mosaico. Cada um está ao lado da sua receita.
Dia desses, no meio de uma conversa sobre temperos e sabores, me veio à cabeça os sabores que nós conhecemos e esquecemos. Sabores que te levam a começar a lembrar do passado e se dar conta do quão velho se está ficando. Gosto muito e me sinto bem com os sabores da infância, mesmo estes sabores me fazendo regredir anos na minha idade mental. Não amigo macho, essa revelação não me fará perder o título de macho alfa desse bando, então, nem se assanhe. Essa cozinha tem diretoria. Foi nesse clima divertido que me passou uma idéia e, sugeri a alguns amigos blogueiros fazermos uma pequena brincadeira onde cada um lembraria um sabor da sua infância e recriaria, aqui, a receita para vocês.

Um dos sabores que eu mais gosto é o de Banana Real, doce típico e bem simples de ser feito, que agrada a qualquer criança com complexo de formiga. É o tipo do doce que eu costumava encontrar em qualquer padaria ou biboca da cidade, mas que hoje é uma raridade ser encontrada. Havia lembrado de outro sabor de infância também: taboca. Mas esse eu confesso que não sei fazer... ainda.

Bom, sem mais delongas, até porque não se tem muito o que falar desse lanche de tardes e tardes sem fim, vamos ao que interessa. Anote o que você vai precisar.

|| Ingredientes:

Massa de pastel
Bananas da Terra maduras
Açúcar
Canela em pó

|| Como fazer:

Banana Real
Fatie as bananas da terra ao comprido, fazendo com que rendam 3 fatias. Passe essas fatias na mistura de açúcar e canela. Corte a massa de pastel em retângulos de modo que uma fatia de banana possa ser colocada sobre ela e fechada, como num pastel comum. Frite estes "pastéis de banana" em óleo bem quente, escorra e, ainda quentes, passe na mistura de açúcar e canela novamente. Deixe esfriar e se divirta.

Simples, gostoso e, com toda a certeza, agradará aos machinhos e não-machinhos nestas tardes de férias de verão onde eles precisam de energia para ser gasta. Se quiser incrementar, minha irmã deu a dica de uma banana real que ela encontrou dia destes. Disse que dentro tinha Catupiry, embora eu ainda fique com a tradicional. 

Agora, conheça os sabores que lembram o quão divertido era a infância de:

Cozinha em Cena | Esfihas
Fica, vai ter sobremesa! | Charlotte de Coco
Culinarístico | Enroladinho de Salsicha
Fette di Amore | Mingau de Farinha Láctea
Cozinha Perfumada | Doce de Banana em Calda
Cucina Artusiana | Flan de Laranja




30/12/2011

Final de Ano tem Caponata

Cozinha: R. Cap. Melo, 21-335 - Stella Maris, Salvador - BA, 41600-610, Brasil
Caponata de Berinjela
Últimos dias de 2011 e eu sem um pingo de saco para festas. Eu sei... eu sei... é um novo ano, novas energias, renovação, blá, blá, blá... Mas não adianta forçar a natureza e querer comemorar quando não se está no clima. Além de não ficar contente, existe uma gigantesca possibilidade de estragar a alegria dos outros. Entretanto, não é por isso que vou passar a noite do reveillon à míngua e esquecido no canto chorando pitangas. Preparei hoje cedo uma coisinha para acompanhar as torradinhas, o bom vinho e uns filmes que selecionei para não morrer de tédio na noite em que nunca se encontra alguém para trocar umas idéias. Compartilho agora com vocês.

17/12/2011

Natal de Macho: Tender? De novo? :o\

Cozinha: R. Nílson Costa, 495 - Vila Laura, Salvador - BA, 40270-550, Brasil
Tender ao molho estrelado
Devo confessar que nunca fui chegado no Natal. Esse negócio de sair abraçando todo macho que você encontra pelo caminho e sentando no colo do Papai Noel não é coisa pra macho. Já as comidas... essas sim, sempre foram as minhas preferidas. Ainda hoje sou capaz de devorar um panetone inteiro, numa sentada só. Quando era criança eu até gostava mais porque, junto com as comidas deliciosas desta época, vinham os presentes tão esperados durante o ano. Exceto quando se recebia cuecas de presente. A vontade era de mandar a pessoa viajar para lugares "nunca dantes viajados". Ah! Fala sério, qual o menino que nunca recebeu daquela tia mais chata ou da avó, um pacotinho de cuecas como presente no Natal e agradecia, com um sorriso amarelo na cara enquanto via, no outro lado da sala, a mãe com uma expressão de "se falar besteira e não agradecer eu te arrebento os dentes"? Ok. Uma vez eu falei besteira. Mas meus dentes ainda estão aqui. :o)

21/11/2011

Macho Padeiro Alemão: Pretzels nunca mais!

Cozinha: R. Cap. Melo, 22-336 - Stella Maris, Salvador - BA, 41600-610, Brasil
Pretzels com Parmesão Ralado
Não! Não pretendo abandonar minha nova carreira de macho padeiro. Principalmente depois que descobri a farinha que facilita a minha vida (valeu Carla Maicá!). Mas esse lance de padeiro alemão não vai rolar. Fiz pretzels pela primeira e última vez na minha vida. O problema nem é a massa, que é básica como a de qualquer pão. O que pegou foi dar aquela forma retorcida e esquisita. Digamos que, apesar de ter brincado com massa de modelar na infância, como bom macho, não sou a pessoa mais indicada para moldar massas fininhas. Neste quesito, tô mais para macho pedreiro que macho padeiro. Meus pretzels mais lembravam roscas de natal. Estes bonitinhos da foto são arte de Manu, que se empolgou e eu me aproveitei deixando ela enrolando massa. Ah! Aproveitador? Eu? Eu já tinha feito a parte pesada de sovar a massa. Alguém nesta casa tem que trabalhar, né?

14/11/2011

Macho Padeiro, o Retorno: Pão de Aveia e Linhaça

Cozinha: R. Cap. Melo, 22-336 - Stella Maris, Salvador - BA, 41600-610, Brasil
Pão com Aveia e Linhaça
Mais uma vez meu lado padeiro foi posto à prova. Após tentativas frustradas de fazer uma simples mistura de água, fermento, farinha e sal, que anima o café da manhã de muita gente, eu posso bater no peito e dizer com orgulho: consegui! Desenrolei uns pãezinhos com aveia e linhaça que fiz utilizando a farinha da Fleischmann que a Carla me indicou. O resultado vocês conferem na foto. Durante o processo eu tive um pequeno contratempo com o meu forno que resolveu querer me sabotar. Tive que abrir pra dar um jeito e os pães deram uma pequena murchada. Mas no final ficaram com uma casquinha dura e o recheio macio, lembrando mini-pães italianos.

27/10/2011

Macho Russo: Strogonoff gelado de Manga e Atum

Cozinha: R. Cap. Melo, 338-648 - Stella Maris, Salvador - BA, 41600-610, Brasil
Strogonoff gelado, um prato para dias quentes.
Para! Para! Para! Não começa a avacalhar não!!! Strogonoff gelado?! Deixe de sandice, macho!!! 

Isso deve te sido o que muitos pensaram ao ler o título deste post. Mas, sim, strogonoff gelado. E daí!? Embora alguns passem a querer a minha cabeça deste post em diante, não existe regra para a concepção deste que, ao lado da macarronada da mamma, é quase um ícone da mesa dos brasileiros.

25/10/2011

Tabuleiro de Macho: Hamburguer de Baiano

Cozinha: R. J, 170-234 - Stella Maris, Salvador - BA, 41370-510, Brasil
Acarajé da baiana aqui perto de casa (Stella Maris)
Quem é da Bahia, ou por aqui já passou, sabe que "acarajé é hamburguer de baiano". Não, não estou brincando caro amigo macho de outras pradarias. Se você botar na frente de um baiano um acarajé, um hamburguer e um refrigerante (ou cerveja) gelado, o acarajé some em minutos. Certo, confesso que alguns odeiam essa comida, mas... e daí? Feito de feijão fradinho passado no moinho até virar uma massa bem fina, cebola e sal, este bolinho típico da culinária africana e baiana provavelmente foi introduzido na África pelos árabes, já que sua receita, original até hoje, se assemelha com a do Falafel, prato árabe muito apreciado. Como você pode ver, a receita em si não tem mistério algum e o segredo, para um acarajé macio, é o tempo que se bate a massa.